"SUPLICANTES" — CASSANDRA | SEX/17/ABR


SEXTA 17 / ABRIL / 21h30

GRANDE AUDITÓRIO

M/14 | 75 MIN. | 7€ / 5€ / CARTÃO DO TEATRO

[Espectáculo com Língua Gestual Portuguesa]

"SUPLICANTES"

de Sara Barros Leitão

CASSANDRA

Uma reescrita de "As Suplicantes", de Ésquilo, para uma reflexão sobre o projecto Europeu, sobre fronteiras, sobre pactos de hospitalidade, acolhimento e integração.

Na tragédia grega As Suplicantes, Ésquilo, conta-nos a história de cinquenta mulheres, irmãs, que, quando obrigadas a casar com os cinquenta primos contra a sua vontade, partem de barco fugindo do Egipto, atravessando o mar mediterrâneo, desaguando nas areias da Grécia, onde pedem asilo.

Não precisamos de procurar muito para encontrar a actualidade em certos mitos, ou certas peças. Neste caso, uma travessia de barco repleto de pessoas que fogem de um destino fatídico que determinado país lhes dá, a sua viagem pelo mar mediterrâneo e o pedido de asilo num país do sul da Europa, poderia ser o oráculo de uma notícia de um qualquer telejornal dos nossos dias.

Nesta reescrita, feita pelas mãos de Sara Barros Leitão, partiremos para uma reflexão sobre o próprio projecto Europeu, sobre fronteiras, sobre pactos de hospitalidade, acolhimento e integração.

Suplicantes, é uma tragédia – porque só a tragédia conseguirá explicar o mundo em que vivemos actualmente – e é uma ficção, pois só o afastamento emocional das histórias individuais nos poderá ajudar a compreender a universalidade das questões.

Texto e encenação: Sara Barros Leitão
Assistência de encenação e produção: Inês Sincero

Interpretação: Lígia Roque, Ricardo Vaz Trindade, Sandro Feliciano

Coordenação de pesquisa: Elizabeth Challinor

Cenografia: F. Ribeiro

Construção da cenografia: Josué Maia

Figurinos: Jordann Santos

Assistência de figurinos: Beatriz Filomeno

Assistência à confeção: Clementina Delgado
Adereços: Beatriz Filomeno, F. Ribeiro e Jordann Santos

Desenho de luz: Nuno Meira

Operação de luz: Diogo Marques

Sonoplastia e desenho de som: João Oliveira

Operação de som: Mariana Guedelha

Elocução: João Henriques

Coordenação de produção: Susana Ferreira e Simone Almeida

Produção (em contexto de estágio curricular): Lau Robert

Comunicação: Mariana Dixe

Imagens de divulgação: Diogo Marques
Fotografias de cena: Teresa Pacheco Miranda

Produção: Cassandra

Co-produção: FITEI - Festival Internacional de Expressão Ibérica, Teatro Aveirense, Teatro-Cine de Pombal, Teatro Municipal do Porto

Entidades parceiras: Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, MEERU | Abrir Caminho - Associação para o desenvolvimento

Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes

Classificação etária: 14 anos

Duração: 75 min.

Bilhetes: 7€ / 5€ (aplicável o Cartão do Teatro)

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OFICINA PARLAPATÓRIO

Sara Barros Leitão / Cassandra

SÁB/18/ABR/15h00-17h30

Parlapatório é uma oficina sobre teatro, democracia e assembleias, que pretende juntar jovens entre 15 e 18 anos e adultos maiores de 65.

Destinada a jovens que ainda não têm idade para votar, em conjunto com pessoas que ainda têm memória de ter vivido os tempos da ditadura portuguesa, em que não havia eleições livres. 

O Parlamento é o espaço onde, tradicionalmente, as grandes decisões têm lugar e onde as diferentes posições políticas se confrontam. A palavra “parlar”, foi inicialmente usada para indicar as assembleias improvisadas onde os nobres trocavam opiniões sobre assuntos da sociedade e da política. 

Hoje, se prestarmos atenção ao que é dito no Parlamento, é possível reparar que há um vocabulário que se assemelha ao do teatro: “os atores políticos”, “essa lei não passa de uma encenação”. Mas a verdade é que, se olharmos à volta, conseguimos perceber as semelhanças daquela arquitetura com a de uma sala de espetáculos. 

Neste Parlapatório iremos procurar as semelhanças entre um e outro, para mergulhar numa oficina sobre teatro, democracia e assembleias. 

Durante a oficina abordaremos os mecanismos da democracia portuguesa, faremos uma breve exposição do funcionamento da Assembleia da República e, através de exercícios e ferramentas teatrais, traremos à discussão alguns dos temas que foram debatidos no Parlamento nos últimos cinquenta anos, assim como poderão ser trazidos temas da política local. Os e as participantes votarão sobre quais destes temas querem debater no restante tempo da oficina. Será uma oficina que cruza o teatro, o corpo, a voz e os jogos para se reflectir sobre política, numa partilha intergeracional.

Público-alvo: Para jovens entre os 15 e os 18 anos e adultos maiores de 65 anos

Duração: 2h30m

Inscrições (gratuitas): bilheteira@teatrodevilareal.com | 259 320 000