QUINTA, 19 DE NOVEMBRO
21h30 | SALA DE ENSAIOS
M6 / 60 MIN / Entrada gratuita
Xurxo Varela, Olavo Barros e Hugo Sanches
Integrado no festival X Ponto de Guitarra
Viola da gamba, flauta e alaúde
A música nos salões de Versailles no tempo de Luís XIV e Luís XV
A música de câmara e a solo nas cortes de Luís XIV e Luís XV representava o expoente máximo da sofisticação e do refinamento aristocrático francês. Nos salões privados de Versalhes, o repertório a solo permitia que os músicos demonstrassem o seu virtuosismo contido, focado na clareza da articulação e na riqueza dos ornamentos. Já a música de câmara promovia um diálogo íntimo e equilibrado entre os instrumentos, longe do volume estrondoso das grandes produções orquestrais da ópera. Este ambiente favoreceu o nascimento da suite de danças e de géneros que misturavam o rigor estrutural com a leveza melódica. Sob o mecenas real, compositores da corte moldaram o chamado "gosto francês", uma estética musical que privilegiava a subtileza, a elegância e a expressão das emoções mais delicadas. Assim, estas peças funcionavam tanto como entretenimento exclusivo para a realeza quanto como um símbolo de prestígio político e cultural da monarquia absolutista.
Xurxo Lois Varela Díaz
Nasceu em Ferrol (Galiza) em 1971.
Estudou viola da gamba com Francisco Luengo. Cursou o Mestrado em Interpretação Artística na ESMAE entre os anos 2014 e 2016.
É professor de viola da gamba na ESMAE, foi professor em diferentes escolas de música galegas e do conservatório de Coimbra e no Ateneu de Manises (Valência).
Toca com e tem participado em diferentes registos discográficos e festivais por toda Europa, EUA e Brasil com: Capela Compostelana, Malandança, Bando de Surunyo, Ensemble Musurgia, Galería del Claroscuro, Ensemble la Chimera, Café
Zimmermann, Ensemble Hotteterre, Voz de Fora, Arte Minima, María Manuela, Cardo Roxo e Pablo Sanmamed Trio (a Galiza), É tambén arranjador e compositor para diferentes formações.
Olavo Tengner Barros
Diplomou-se em flauta na Academia Superior de Artes Constantijn Huygens, em Zwolle (Holanda) onde estudou com Jorge Caryevschi, em 1992.
Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou com Abbie de Quant e Marten Root (flauta barroca) no Conservatório de Utrecht entre 1985 e 1987.
Participou em master classes com Pierre-Yves Artaud, Marc Hantai e Enrico Onofri. Nos Cursos de Música Barroca da Casa de Mateus foi aluno de David Reichenberg, Philippe Suzanne e Wilbert Hazelzet.
Obteve o 1.º prémio - nível superior do Concurso da Juventude Musical Portuguesa, em 1988.
Actuou como solista com as orquestras Gulbenkian, RDP Porto e Filarmonia das Beiras. Foi flautista principal na Orquestra do Norte.
Colabora frequentemente com os grupos “Musica Nova”, “Os Músicos do Tejo” e “Orquestra Barroca D’Aquém Mar”.
Lecciona no Conservatório de Música do Porto desde 1987 e na Escola Superior de Música de Lisboa desde 1994. É professor de flauta travessa no Curso de Música Antiga da ESMAE.
Hugo Soeiro Sanches
Nasceu no Porto, em 1973. É doutorado summa cum laude em Estudos Musicais pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e mestre e licenciado em Interpretação — Música Antiga, Alaúde — pela ESMAE, onde é professor adjunto desde 2010, leccionando prática interpretativa histórica, alaúde, música de câmara e baixo contínuo; coordenou a Área de Música Antiga entre 2022 e 2025. Foi professor auxiliar convidado na FLUC (2019-2022).
Como intérprete, especializa-se na música do início da Idade Moderna. Actuou com L'Incogniti, Arte Minima, Os Músicos do Tejo, a Orquestra Barroca da Casa da Música, a Venice Baroque Orchestra e Sete Lágrimas, e dirige desde 2015 O Bando de Surunyo, com o qual deu em primeira audição moderna mais de cinquenta obras de fontes portuguesas seiscentistas, em festivais de referência em Portugal e Espanha, e gravou "Mel e Ouro" (2024) e o livro-CD "Ai dina, dina, dana" (2026).
Investigador integrado do CECH-FLUC, estuda a música vernácula ibérica do século XVII.

